Há cerca de uma semana soube da morte de uma das minhas melhores amigas. Um enfarte cardíaco. Repentino. Não consigo aceitar como é que alguém com tanta bondade, tão correcta, tão profissional morre assim, de repente. Teve um enfarte. Foi operada. Acordou. E depois? Depois não sei. É uma incógnita. Não posso perguntar isso à família dela que deve estar mais dorida que eu. Uma semana depois, ainda estou em choque. Penso nela a toda a hora. No riso dela, no jeito de me chamar. Foi como uma segunda mãe para mim, foi a minha formadora na vida e no trabalho. Ela sabia tanto de mim e eu tanto dela. Passei seis anos lado a lado com ela, oito horas por dia. Às vezes mais. Aos fins de semana, aos jantares, almoços. Tínhamos uma cumplicidade deliciosa.

Falei com ela na quinta feira de manhã. Na sexta feira de manhã recebi o telefonema. No sábado viajei até à Covilhã para me despedir dela.

Não há palavras para o que sinto. E sei que só o tempo ajudará.

Nunca me vou esquecer dela. Nunca vou deixar de a adorar. Ela tem uma forte influência em mim.

Vou atualizar este post com imagens dela e com coisas que preciso de escrever sobre ela.

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23 Abril, 2015