A piscina e o cabelo

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Se me seguem nas redes sociais sabem que em Setembro descolorei o cabelo e pintei-o de rosa pastel. Todo esse processo é tema para outro post!

Agora quero falar-vos do meu regresso à natação e das rotinas que estabeleci para proteger o meu cabelo (ainda mais agora que está mais frágil!)

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Um guarda roupa a caminho do minimalismo

Imagem via The Merry Thought
Imagem via The Merry Thought

Já estiveram à frente do guarda roupa e pensaram “não tenho nada para vestir?”

O vosso namorado ou alguém da família já vos disse “tanta roupa e nada para vestir”?

Yep. Eu também.

Desde que comecei a trabalhar em casa (2013) tenho-me apercebido que toda aquela roupa que usava todos os dias para ir para o escritório, para o ginásio, para as saídas à noite é cada vez menos usada e vou perdendo espaço no armário para peças mais descontraídas, mais em linha com o que faço agora.

Tenho feito limpezas ao armário, às gavetas, mas nunca me parece suficiente. Li o livro da Marie Konmari que mudou a minha forma de ver as coisas e tenho lido muito sobre um armário-cápsula (podem ler um resumo sobre o que é um armário cápsula aqui).

Não vou ficar com 37 peças nem com um guarda roupa digno do Pinterest, mas já comecei a viagem no destralhar e vou levar-vos comigo até conseguir um guarda roupa que se conjugue facilmente, com peças base e de destaque e que me faça pensar cada vez menos no que vou vestir.

Apercebi-me que há peças que uso até rebentar com elas e que há outras que guardo por razões sentimentais ou porque …porque…nem eu sei. Aquelas botas que usaste quase todos os dias no inverno? Boa compra que fizeste. Aquele casaco de padrão que estava na moda há dois anos e nunca mais usaste? Bem, eu tenho um desses e estou arrependida.

A minha relação com a roupa é sentimental. Mas as regras para este guarda roupa novo-velho-minimalista que quero ter vou traçando-as pelo caminho. Posso manter algumas peças às quais tenho carinho mas não posso manter aquele casaco que gosto mas está estragado, ou aquela camisola que comprei, usei algumas vezes e agora tenho vergonha em sair com ela à rua.

Vamos começar juntos este caminho?

  1. Tira tudo do armário e das gavetas. TUDO.
  2.  Pega em cada peça de roupa e pergunta-te: está em boas condições? Usei nos últimos 12 meses? Serve? E o mais importante: faz-me feliz? Adoro-a?
  3. Arranja algumas caixas ou sacos. O que não tiver uma resposta afirmativas a todas as perguntas anteriores entra numa destas categorias: Lixo – camisolas manchadas, calças rasgadas, roupa interior velha. Doar – Aqui deves colocar a maior parte da roupa, não achas? Vende – Peças de qualidade, peças novas. Indecisão – durante esta viagem é normal que não saibas o que fazer com algumas peças. Podes guardá-las e voltar a elas daqui a um tempo, voltar a vesti-las ou perceber que afinal não as queres mais. Guardar –  Podes guardar peças que amas mesmo que não as voltes a usar – eu tenho várias porque pertenceram à minha mãe ou à minha irmã.
  4. REPETE. É uma viagem, já tinha dito? Até ter o meu guarda roupa minimalista, voltarei a rever toda a roupa e ter a certeza sobre cada peça. É um ciclo ou um conjunto de ciclos.

Vou atualizar o blogue e o instagram sobre este assunto, com fotografias, vídeos e alguns percalços emocionais, mas vamos lá! Vou também dar uma segunda vida a algumas peças que merecem outra dona, vejam como na secção 2ª vida da roupa.

#girlboss

#girlboss é o último livro que li. Acabei-o há cerca de duas semanas. #Girlboss é um livro escrito pela Sophia Amoruso, uma mulher de sucesso na empresa de roupa NastyGal. Sophia teve uma adolescência atribulada e uma entrada na vida adulta não menos caótica. Mas ela reconhece que foi o caminho que ela traçou que a levou onde está agora. É CEO da NastyGal e o seu livro é um best seller. Continue reading

Adeus 2015

adeus 2015

Mais um ano no final, depois de duas semanas de altas expectativas, festas da família, doces, prendas, reuniões, eis que chega o final. Tempo para olhar para dentro e revisar o que fiz, senti, disse e sonhei.

Tenho tido muita sorte ao longo da minha vida. Não é fácil chegar a um estado de consciência em que me aperceba disto, mas nesta antecipação e tristeza de final de ano é preciso olhar para dentro e agradecer por todas as coisas boas que tive. Porque quero viver a máxima de aproveitar cada dia, de sentir satisfação ao final de cada dia, apesar dos momentos bons e maus.

Quero planear o próximo ano de cabeça limpa e arejada. Alguém conhece uma boa agenda, planificador, daqueles mesmo catitas e cheios de coisas bonitas? Porque tenho de voltar a entrar de cabeça no yoga, quero escrever um diário e aprender a costurar!

E vocês? O que querem para este novo ano?

Fórmula para a felicidade em menos de 400 palavras

Não passar demasiado tempo com idiotas. Errar. Aprender com os erros. Fazer erros novos. Não dar alimento ao desespero nem deixar a esperança esfomeada. Rir sempre que possível. Amar a família, conversar com os amigos, ser gentil com desconhecidos. Dar um passeio de vez em quando. Comer com gosto. Preferir o céu a um ecrã, o canto dos pássaros a discursos políticos, a poesia às notícias. Ser paciente com o amor. Procurar ser-se quem se é e estar-se no dia e hora em que se está. Ser gentil com a família, amar os amigos, conversar com desconhecidos. Desconfiar dos adultos que parecem ter a vida resolvida ou que têm dentes demasiado brancos. Prestar especial atenção à sabedoria das crianças e dos velhos. Errar. Aprender com os erros. Fazer erros novos. Ser tolerante com o amor. Aprender com as histórias: as nossas, as dos outros, as dos filmes, as dos livros, as que estão a ser contadas na mesa do lado. Não adiar qualquer beijo. Não se deixar ser vencido por incompetentes. Não se deixar ser vencido por incompetentes. Não se deixar ser vencido por incompetentes. Ser exigente com o amor. Ouvir música todos os dias. Conversar com a família, ser gentil com os amigos, amar os desconhecidos. Ficar bêbado de vez em quando: de álcool, de ternura, de encanto, de riso. Ser gentil. Saber contar bem pelo menos uma anedota. Desenvolver de igual forma os músculos do sonho e da desilusão. Usar roupas confortáveis. Não se ficar preso às falhas de ontem, aceitar o que se perdeu hoje e acreditar nos milagres de amanhã. Ter um entusiasmo sempre à mão. Nas alturas em que a vida parece vazia de sentido, quando há um nó na garganta que dificulta a respiração, quando todos os punhais do destino estão cravados nas nossas costas, saber que alguém algures irá tomar conta de nós e que nenhuma dor, desde que o tempo começou, dói da mesma maneira para sempre. Ser comedido na indignação e pródigo na alegria. Atravessar um jardim pelo menos uma vez por semana. Não ficar nem bêbado de certezas nem agrilhoado por dúvidas. Recomeçar, quando necessário. Ser ambicioso nos anseios, moderado nas acções e humilde nas promessas. Estar no mundo de forma a que se consiga ouvir-se viver. Não seguir fórmulas para a felicidade. Ler o Manual de Felicidade para Neuróticos.

PS – Nós, Amadeu Amaro e Gaspar Stau, somos os autores desta fórmula. Uma vez que, como descobrimos recentemente, somos personagens fictícias, qualquer queixa ou processo relativo a uma falha desta fórmula na obtenção da felicidade deve ser dirigido ao nosso autor, Nuno Amado. Pela óbvia importância que a felicidade tem na vida das pessoas, aconselhamos os utilizadores insatisfeitos a exigirem indemnizações avultadas ao senhor Amado.

Nuno Amado na revista Sábado

Não te vais arrepender dessa tatuagem

Todos pensamos em tatuagens. Em fazê-las ou não. Onde. O que parecem. Quem as tem.

Todas as semanas decido onde quero fazer a tatuagem. Como a quero fazer. Todas as semanas mudo de ideias. Se calhar o melhor é fazê-las todas!

 

São as pequenas coisas que nos fazem amar

The LoveStories project was initiated by Iman Whitfield (graduate project from Willem de Kooning), and created by Caroline Koning. After researching the online community of the LoveStories brand, this video series came to its existence. The video gives insight into a loving relationship from the point of view of ‘the boyfriend’. Little details, stupid things, and charming elements are the things why he’s in love with her, even when that means eating kebab, walking into metro gates, and acting out the same film scene every single day.

namie amuro

Vídeo interactivo

Eu sei que parece que agora tudo é interactivo. O mapa dos centros comerciais, publicidades de lojas, etc. Mas depois aparece aquela coisa interactiva que vale mesmo a pena experimentar. Como este vídeo da Namie Amuro, cantora japonesa, que vos vai divertir! Experimentem e não tenham medo de parecer estranho.

 

Uma semana depois

Há cerca de uma semana soube da morte de uma das minhas melhores amigas. Um enfarte cardíaco. Repentino. Não consigo aceitar como é que alguém com tanta bondade, tão correcta, tão profissional morre assim, de repente. Teve um enfarte. Foi operada. Acordou. E depois? Depois não sei. É uma incógnita. Não posso perguntar isso à família dela que deve estar mais dorida que eu. Uma semana depois, ainda estou em choque. Penso nela a toda a hora. No riso dela, no jeito de me chamar. Foi como uma segunda mãe para mim, foi a minha formadora na vida e no trabalho. Ela sabia tanto de mim e eu tanto dela. Passei seis anos lado a lado com ela, oito horas por dia. Às vezes mais. Aos fins de semana, aos jantares, almoços. Tínhamos uma cumplicidade deliciosa.

Falei com ela na quinta feira de manhã. Na sexta feira de manhã recebi o telefonema. No sábado viajei até à Covilhã para me despedir dela.

Não há palavras para o que sinto. E sei que só o tempo ajudará.

Nunca me vou esquecer dela. Nunca vou deixar de a adorar. Ela tem uma forte influência em mim.

Vou atualizar este post com imagens dela e com coisas que preciso de escrever sobre ela.